
Em uma demonstração de paixão e determinação sem precedentes, o criador de conteúdo Guilherme Martin Nunes, um fervoroso torcedor do Grêmio, está a postos para uma jornada épica. Sua meta: cruzar o continente, partindo de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, até Nova Iorque, EUA, para testemunhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O diferencial que eleva essa aventura é o meio de transporte: seu fiel Fusca azul, ano 1971. Esta viagem, que se configura como um verdadeiro teste de resistência e planejamento, promete ser uma das mais singulares da história dos torcedores que perseguem o sonho de ver sua seleção em campo.
A odisseia automotiva rumo ao mundial
Com partida agendada para 16 de fevereiro e chegada prevista entre o final de abril e o início de maio, o trajeto de Guilherme se estende por aproximadamente 14 mil quilômetros. Esta distância desafia a mecânica do Fusca 1971 e a resiliência do motorista, que enfrentará climas e terrenos diversos, desde as estradas gaúchas até os desafios geográficos da América Central e do Norte. Com consumo médio de 10 km/l em estrada, a viagem demandará cerca de 1.400 litros de gasolina, equivalendo a mais de 34 tanques. O custo estimado apenas em combustível pode ultrapassar R$ 7.700 (considerando o preço médio de R$ 5,50/litro). O orçamento total da expedição, entretanto, é projetado em R$ 100 mil, abrangendo alimentação, hospedagem – vital em áreas sem possibilidade de pernoite no carro – e a dispendiosa travessia do Estreito de Darién entre Colômbia e Panamá.
Da paixão tricolor à inspiração continental
A inspiração para essa façanha nasceu da profunda paixão de Guilherme pelo futebol, especialmente pelo Grêmio e pela Seleção Brasileira. “Eu já tinha viajado praticamente a América toda acompanhando os jogos do Grêmio”, revelou o influencer. Suas experiências anteriores – acompanhando o Tricolor em campeonatos estaduais, partidas do Brasileirão e, em 2024, na Copa Libertadores pela América Latina – pavimentaram a audaciosa ideia de cruzar o continente. Sua página no Instagram, “Até de Fucs nós iremos”, é uma divertida paráfrase do hino gremista, sublinhando o espírito de sacrifício e dedicação que caracteriza tanto o torcedor quanto a jornada. O Fusca azul 1971, com o escudo do Grêmio orgulhosamente estampado, é mais que um veículo; é um estandarte de resiliência e tradição, um personagem central nesta narrativa de aventura.
Preparação minuciosa e os desafios da rota
A magnitude da viagem demanda uma preparação que vai muito além de abastecer o tanque. Guilherme planejou cada detalhe, ciente dos desafios de 14 mil quilômetros, múltiplos países e biomas. “É inevitável que dê problema no Fusca. É muita distância, com lugares no deserto que são quentes e exigem do carro”, pondera. Para mitigar riscos, ele levará kits de ferramentas completos, peças de reposição essenciais, material para consertar pneus e tudo o que for necessário para reparos emergenciais. A organização pessoal é igualmente robusta: roupas para todas as temperaturas, churrasqueira portátil, fogão de camping, geladeira automotiva e uma engenhosa adaptação para uma cama no Fusca, maximizando a autonomia. A documentação para ele e o veículo, incluindo vistos e exigências de entrada em territórios estrangeiros, foi cuidadosamente providenciada, eliminando entraves burocráticos. O maior desafio logístico e financeiro, contudo, será a travessia do Estreito de Darién, uma vasta área de selva intransponível por terra entre Colômbia e Panamá, que exigirá o transporte do Fusca em um contêiner, custando cerca de 2.500 dólares (ida e volta), totalizando aproximadamente R$ 30 mil.
Roteiro flexível e um histórico de superação
O roteiro de Guilherme prevê uma chegada aos Estados Unidos entre o final de abril e o início de maio. Se houver tempo hábil, o destino seria Miami. No entanto, caso a chegada se aproxime da estreia do Brasil na Copa, em 13 de junho contra Marrocos, Nova Iorque será a primeira parada, seguida por Filadélfia e Miami para os jogos seguintes contra Escócia e Haiti. Flexível, Guilherme cogita estacionar o Fusca e voar para jogos distantes (na costa oeste dos EUA, no México ou no Canadá), mantendo o compromisso de retornar por terra, fechando o ciclo da jornada automotiva. Este não é seu primeiro desafio: com um Fusca anterior, ele viajou o Brasil e, em 2024, encarou uma odisseia de 8 dias até La Paz, na Bolívia (a 4.100 metros de altitude, com perda de força e pneu furado no deserto de sal), e a travessia da Cordilheira dos Andes (-9 graus, com neve). Após ter um carro apreendido no Uruguai, Guilherme adquiriu o atual Fusca 1971, com o qual já explorou o Paraguai e o Peru, cimentando sua reputação de viajante incansável.
O impacto de uma jornada inspiradora
Em cada local por onde passa, o Fusca de Guilherme cativa. Ele se tornou um verdadeiro xodó da torcida gremista e uma atração para curiosos e amantes do futebol. “Onde chega é impressionante. Todo mundo chega em volta do Fusca, quer tirar foto e conversar”, conta o influencer. Essa interação transforma a viagem em algo mais do que um simples deslocamento; ela se torna um elo de paixão compartilhada e uma fonte de inspiração. O Fusca azul, carregando o sonho de um torcedor, simboliza a persistência e a dedicação que movem a busca por objetivos, por mais grandiosos que pareçam. A jornada de Guilherme Martin Nunes é, em sua essência, uma celebração do espírito esportivo e da capacidade humana de superação.
Acompanhe de perto cada etapa desta incrível jornada de Guilherme Martin Nunes e seu Fusca azul rumo à Copa do Mundo de 2026. Fique ligado no SP Notícias para atualizações exclusivas, entrevistas e mais histórias inspiradoras do mundo do esporte e além. Não perca nenhum detalhe dessa aventura que está cativando o Brasil e o mundo! Explore nossa seção de esportes para ficar por dentro de tudo o que acontece no universo do futebol e muito mais.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br