Suspeito de desaparecimento de família no RS é flagrado na casa das vítimas

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A investigação sobre o enigmático desaparecimento de três membros da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), registrou um avanço significativo com a análise de imagens de segurança. Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de uma das vítimas e considerado o principal suspeito no caso, foi flagrado dentro da residência dos desaparecidos em 28 de janeiro, apenas três dias após o sumiço inicial. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) confirmou a presença de Cristiano no local, intensificando o mistério em torno do paradeiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70.

O drama familiar começou em 24 de janeiro com o desaparecimento de Silvana. Para criar uma falsa narrativa, Silvana publicou em redes sociais ter sofrido um acidente em Gramado, versão que foi categoricamente desmentida pela polícia, que confirmou a inexistência de tal evento. No dia seguinte, 25 de janeiro, seus pais, alarmados por vizinhos sobre as publicações e a ausência da filha, saíram em sua procura. Eles chegaram a ir a uma delegacia, mas a encontraram fechada. Desde então, Isail e Dalmira também não foram mais vistos. A família, conhecida por ser proprietária de um mini mercado na cidade, deixou a comunidade em apreensão, com o estabelecimento permanentemente fechado.

O flagrante decisivo e a prisão do suspeito

O flagrante de Cristiano Domingues Francisco na casa das vítimas, registrado em 28 de janeiro, tornou-se um ponto central da investigação. Vizinhos, já cientes do desaparecimento da família Aguiar, notaram a presença incomum do ex-companheiro de Silvana. Questionado, Cristiano apresentou explicação vaga, alegando acidente de Silvana em Gramado e auxílio a familiares, narrativa logo descartada pela polícia. Imagens de segurança adicionais revelaram o suspeito entrando e saindo da residência carregando mochilas, ação que levantou ainda mais desconfiança. Em depoimento, Cristiano tentou justificar sua presença alegando que buscava ração para os animais de estimação da família e que teria retornado ao local em outras ocasiões. Policial militar, Cristiano foi preso temporariamente em 10 de fevereiro, tornando-se o principal nome envolvido no caso.

As pistas coletadas e a complexidade do cenário

Vestígios nas residências e movimentos suspeitos

A investigação forense nas propriedades da família revelou vestígios cruciais. Na casa de Silvana, foram encontrados indícios de sangue em um banheiro e em uma área nos fundos do imóvel. A ausência de sinais de luta corporal, contudo, sugere um cenário complexo. Na residência dos pais, um projétil de festim foi encontrado, mas peritos, preliminarmente, o consideram sem relação com o caso, aguardando confirmação. O delegado Anderson Spier ressaltou que a casa dos pais estava organizada e limpa, contrastando com os achados na casa de Silvana.

Câmeras de segurança capturaram uma sequência de movimentos veiculares intrigantes na noite de 24 de janeiro, data do desaparecimento de Silvana. Um carro vermelho foi visto chegando por volta das 20h30 e partindo minutos depois. Às 21h28, o próprio carro da desaparecida entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro veículo chegou, permaneceu brevemente e se retirou. A Polícia Civil ainda trabalha na identificação dos motoristas e não descarta a possibilidade de que os ‘outros dois veículos’ vistos possam, na verdade, ser o mesmo carro, operando para ocultar a verdadeira natureza da movimentação.

Atuação da polícia e o prosseguimento das buscas

A prisão de Cristiano Domingues Francisco foi fruto de uma ação conjunta da Polícia Civil e da Corregedoria-Geral da Brigada Militar, evidenciando a seriedade e a coordenação das forças de segurança diante da complexidade do caso envolvendo um agente público. Em cumprimento às normas, o policial militar foi afastado de suas funções, e as próximas etapas administrativas internas dependerão da conclusão das investigações criminais. Apesar dos avanços na identificação de um suspeito e na coleta de evidências, a Polícia Civil continua sem informações concretas sobre o paradeiro de Silvana, Isail e Dalmira, mantendo a operação de busca em curso e a análise de todas as pistas para desvendar o mistério.

Este caso continua a mobilizar as autoridades e a chocar a comunidade de Cachoeirinha, que aguarda ansiosamente por respostas. A persistência da investigação e o compromisso em esclarecer os fatos são a tônica das equipes envolvidas. Para manter-se atualizado sobre este e outros importantes acontecimentos no Rio Grande do Sul, continue acompanhando o SP Notícias. Nosso portal oferece cobertura aprofundada e análises exclusivas, garantindo sua informação. Navegue por nossos conteúdos e fique por dentro de todas as atualizações.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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