SP amplia escolta para autoridades ameaçadas após caso Ruy Ferraz

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Nova lei garante proteção mesmo após saída do cargo e inclui familiares em situações de risco

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou nesta terça-feira (17) uma lei que amplia o acesso a segurança pessoal e escolta para autoridades ameaçadas pelo crime organizado no estado.

A principal mudança é que o benefício passa a valer também após o fim do mandato ou do cargo público, além de incluir familiares diretos entre os protegidos.

Lei foi motivada por assassinato de ex-delegado-geral

A proposta ganhou força após o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro de 2025, no litoral paulista.

Segundo investigações do Ministério Público, o crime foi encomendado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O ex-delegado havia recebido ameaças, mas não contava com escolta no momento do ataque.

Quem passa a ter direito à proteção:

A nova legislação prevê escolta para autoridades que atuam diretamente no combate ao crime organizado, incluindo:

  • governador e vice-governador
  • secretários estaduais ligados à segurança
  • presidente do Tribunal de Justiça
  • procurador-geral de Justiça
  • comandantes das polícias e delegado-geral
  • dirigentes da área penitenciária

Além disso, outras autoridades ameaçadas poderão solicitar proteção à Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), que avaliará cada caso.

Proteção pode continuar mesmo após prazo

A lei estabelece que:

  • a escolta vale durante o exercício do cargo
  • ex-autoridades podem manter a proteção durante o governo seguinte
  • o benefício pode ser prorrogado caso o risco persista

A medida estadual reforça uma legislação federal recente que já prevê proteção a autoridades, membros do Judiciário, Ministério Público e profissionais da segurança pública ameaçados.

O promotor Lincoln Gakiya, que atua há décadas no combate ao crime organizado e vive sob escolta permanente, afirmou que a nova lei fortalece a proteção institucional.

O avanço de facções criminosas e a atuação de autoridades em investigações sensíveis têm aumentado o nível de exposição a ameaças, especialmente em casos ligados ao crime organizado.

A nova legislação busca preencher uma lacuna existente, garantindo proteção contínua mesmo após o fim das funções públicas.

Direito de resposta

O espaço permanece aberto para manifestação das partes citadas.

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