Sarampo de volta às Américas

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A região das Américas, incluindo a Argentina, perdeu novamente o status de eliminação do sarampo, uma conquista que havia sido recuperada em 2024. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) informou em coletiva de imprensa que essa situação se deve aos surtos sustentados no Canadá durante o último ano.

Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, explicou que a transmissão sustentada do vírus no Canadá por 12 meses fez com que a América do Norte, América Central e América do Sul tivessem seu certificado de eliminação suspenso. Isso afeta os 35 países que compõem a região, além de seus territórios dependentes.

Embora em 2024 as coberturas vacinais contra o sarampo tenham melhorado para 78% em nível regional, essa porcentagem não é suficiente. Para frear a circulação de um vírus tão contagioso quanto o sarampo, é necessária uma cobertura de 95% da população-alvo vacinada.

O certificado de eliminação poderá ser recuperado se o Canadá conseguir um ano completo sem circulação do vírus, semelhante ao que ocorreu com o Brasil, que havia causado a perda do status regional, mas o recuperou em 2024. A OPAS lamentou a curta duração dessa erradicação regional e alertou que a ameaça persiste diante dos surtos mundiais e do acesso decrescente à vacinação.

Na Argentina, o país enfrentou diversos surtos este ano, com mais de 3.100 notificações e 35 casos confirmados. Barbosa enfatizou que o sarampo é o vírus mais contagioso conhecido, capaz de causar cegueira, pneumonia, encefalite e até a morte, além de interromper a escolarização e gerar altos custos nos sistemas de saúde. Ele ressaltou que com compromisso político e vacinação, a conquista coletiva pode ser recuperada.

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