
“Ex umbris et imaginibus in veritatem.”
“Das sombras e imagens para à verdade”
São John Henry Newman
Nesse dia 09 de outubro, celebramos o dia difinitivo e decisivo da vida de São John Henry Newman Sacerdote anglicano que converteu-se ao catolicismo no presente dia do ano de 1845, após estudar os santos padres (a patristica), um homem que buscou a verdade toda sua vida e a encontrou, pois “Todos aqueles que são da Verdade escutam a minha voz.” (São João 18:37).
Escutou a voz de Cristo Jesus que ecoa na sua unica igreja: Católica (São Mateus, 16:18)
É um fato histórico e evidente Que Jesus Cristo fundou uma igreja, primeiro porque ele
Disse: Minha Igreja, depois porque deixou leis, mandamentos, os sacramentos, autoridades, práticas, ritos, e isso é visivelmente uma religião.
A igreja é o corpo mistico de Cristo(São Paulo aos Colossenses 1,18).
E essa igreja é una: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (São Paulo aos Efésios 4:5)
Santa “mas, à imitação do (Deus) Santo que vos chamou, sede vós também santos em todas as ações, porque está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo (Lv 11, 44).” (1 Carta de São Pedro 1:15); Pois sendo ele santo chama todos a santidade, “Nenhuma arvoré boa dá frutos maus” (São Mateus 7:17-18), Deus é Santo em toda obra que ele faz (Salmo 145:17)
Cátolica: “Tu és Pedro e sobre está pedra edificarei a minha igreja”( São Mateus 16:18), vemos nos estudos arqueológicos pinturas de imagens nas catacumbas dos primeiros cristãos, orações, costumes, culto aos mártires e santos, pedidos a esses mesmos santos e mártires intercedessem por fiéis vivos e defuntos, práticas essas até hoje próprias aos católicos e condenadas por protestantes.
A autoridade Papal, como vemos na já citada passagem de São Mateus, porém também vemos em outras passagens : São João 21:15-20( Pedro tu me amas, apascenta o meu rebanho), confirmando e dando ao Apóstolo São Pedro a autoridade e a primazia sobre seu rebanho, a igreja.
Na ressurreição, o discípulo amado, São João, por ser mais jovem, chega primeiro ao túmulo, porém não entra, fica a porta, e São Pedro, já chega e entra, mostrando a sua autoridade e o respeito que todos os demais tinham por ele: (São João 20:2-9) É Pedro quem propõe a eleição de um discípulo para ocupar o lugar de Judas e completar o Colégio dos Doze (At 1,15-22);
O mesmo São Pedro foi primeiro a pregar o Evangelho aos judeus no dia de Pentecostes (At 2,14; 3,16);
inspirado por Deus, São Pedro recebe na Igreja os primeiros gentios (At 10,1); É retratado realizando visitas pastorais às igrejas (At 9,32); No Concílio de Jerusalém, temos a prova definitiva: é São Pedro quem põe fim à longa discussão que ali se travava, entre todas as autoridades da Igreja reunidas, decidindo ele que não se deveria impor a circuncisão aos pagãos convertidos. E a Escritura descreve como ninguém ousou opor-se à sua decisão (At 15,7-12).
Diante desses fatos, Como bem lembrava o Papa Bento XVI, quando ainda cardeal da santa igreja: “A igreja ou é católica, ou não existe.” Do livro, compreender a igreja hoje, do Cardeal Josep Ratzinger. É essa verdade, essa verdadeira e única igreja de Jesus Cristo, que reconheceu e voltou para o seu seio, São John Newman, que prontamente constatou: “Conhecer a verdade, é cessar de ser protestante.”
Foi ordenado sacerdote de fato em 1847, uma vez que por definição do papa leão XIII, as ordenações anglicanas são inválidas, (Apostolicæ Curæ, 13 de setembro de 1896.) anos mais tarde, por sua grande influência, seus sábios e piedosos estudos e grande contribuição filosófica e teológica, foi criado cardeal em 15 de maio de 1879 pelo Papa Leão XIII.
O Santo cardeal inglês, abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de São Filipe Néri e foi reitor da Universidade Católica da Irlanda (1854). As suas obras completas atingem a 37 tomos, sobre os mais variados assuntos — teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do Oratório conservam as 70 mil cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica e inglesa. Os seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas.
Newman tinha uma piedade profundamente Mariana, defendeu a imaculada Conceição de Maria, quando ainda era anglicano, o dogma havia sido proclamado há pouco tempo pelo bem-aventurada Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, na bula “Ineffabilis Deus“. A sabedoria e a ortodoxia doutrinária de Newman foram louvadas por Leão XIII, São Pio X e Pio XII. São Pio X em uma carta a Edward Thomas, Bispo de Limerick, disse as seguintes palavras sobre Newman:
“Informamos-vos que o vosso ensaio, no qual demonstrastes que os escritos do Cardeal Newman, longe de estarem em desacordo com Nossa Carta Encíclica Pascendi, estão, pelo contrário, em plena harmonia com ela, foi enfaticamente aprovado por Nós: pois não poderíeis ter servido melhor tanto à verdade quanto à dignidade do homem. É evidente que aqueles cujos erros condenamos nesse Documento decidiram entre si criar algo de sua própria invenção, com o qual buscassem atribuir à sua causa a aprovação de uma pessoa ilustre. Assim, por toda parte, afirmam com confiança que derivaram tais coisas da própria fonte e cume da autoridade, e que, portanto, não poderíamos censurar seus ensinamentos; ao contrário, dizem que havíamos até condenado previamente o que um autor tão grande ensinara.”
Dado em Roma, na Basílica de São Pedro, em 10 de março de 1908, no quinto ano de Nosso Pontificado.
Fonte: Actas Sactae Sedis, vol. XLI, 1908, pp. 200-202.
São John Henry Newman é considerado hoje um dos maiores pensadores cristãos do século XIX e uma verdadeira ponte entre o mundo moderno e a tradição da Igreja.
Dentre suas principais obras, estão:
– Essay on the Development of Christian Doctrine (1845): Argumenta que as doutrinas cristãs não foram inventadas, mas desenvolvidas organicamente ao longo do tempo. Esse foi o livro que consolidou sua decisão de se converter ao catolicismo.
– The Idea of a University (1852): Reflexão sobre o papel da universidade e da educação. Defende a integração entre fé e razão e a formação intelectual ampla do ser humano.
– Apologia pro Vita Sua (1864): Defesa pública de sua vida religiosa e de sua conversão ao catolicismo, escrita em resposta às críticas de Charles Kingsley. Explica sua trajetória espiritual com sinceridade e profundidade.
– Grammar of Assent (1870): Explora como os seres humanos chegam à certeza religiosa. Defende que a fé é uma “adesão racional não matemática”, baseada em consciência pessoal e experiência real.
– Sermons Preached on Various Occasions (1857): Coleção de sermões pregados já como sacerdote católico. Refletem sua maturidade espiritual e doutrinal, abordando temas como santidade, obediência e consciência.
Seu trabalho foi elogiado pelos santos padres que viveram após Newman,
Toda sua vida foi acompanhada do odor da Santidade logo após sua morte, iniciou-se o processo de sua canonização e beatificação, foi beatificado no dia 19 de setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI e canonizado pelo Papa Francisco no dia 13 de outubro de 2019. Em 31 de julho de 2025, foi anunciado que seria proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Leão XIV, título esse que será dado no dia 01 de novembro deste ano.
Conta Jean Guitton filósofo e escritor francês, que, numa audiência que teve com Pio XII, quase no fim do seu pontificado, falou-lhe da possibilidade da canonização do Cardeal Newman; Pio XII, numa voz grave e quase profética, respondeu: “Não tenha dúvidas, Sr. Guitton, o Cardeal Newman será um dia doutor da Igreja”.
Essa profecia, veremos ser cumprida daqui a alguns dias.
Que possamos receber a coroa imperecível da glória da qual o glorioso e futuro (quase) Doutor da santa igreja, São John Henry Newman, já recebe e se alegra eternamente na visão beatifica, que sua busca pela verdade nos dê fervor a amar e obedecer prontamente a igreja, verdade essa que ao conhece-la, abraçou e amou, e um dia, na igreja triunfante, cantar os louvores do Cristo, caminho verdade e vida (São João 14:6) Senhor e Esposo da igreja (São Mateus 25:6)
Conduze-me, doce luz
(São John Henry Newman)
Conduze-me, doce luz,
Através das trevas que me envolvem.
Conduze-me, tu, sempre mais avante!
A noite é de breu
E estou distante de casa:
Conduze-me, tu, sempre mais avante!
Vigia meus passos: não peço para ver agora
O que devemos ver lá: um passo de cada vez
É quanto basta para mim.
Não fui sempre assim
E não roguei sempre
Para que me conduzisses, tu, sempre mais avante,
Gostava antes de escolher, e ver o meu caminho;
mas agora: conduze-me, tu, sempre mais avante!
Amava os dias de glória, e a despeito dos receios, o orgulho comandava meu querer:
Oh! não penses mais nos anos decorridos.
Por muito tempo teu poder me abençoou: certamente ainda ele
Saberá me conduzir sempre mais avante
Pelo terreno inculto e pelo lamaçal,
Sobre o rochedo abrupto e a força da corrente
Até que a noite se tenha ido,
E que, pela manhã, sorriam esses rostos de anjos
Que eu tinha amado há muito tempo
E que por algum tempo havia perdido!
Conduze-me, doce luz,
Conduze-me, tu, sempre mais avante!
São John Henry, Cardeal Newman Rogai por nós.