
“Est discípulus ille, qui testimónium pérhibet de his: et scimus, quia verum est testimónium ejus.”
“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.” São João 21:24
No 3°Dia da Oitava de natal, Celebramos São João, O Evangelista, que foi apóstolo do Senhor, o único dos doze a não sofrer o martírio, O único que esteve aos pés da cruz no momento da Crucificação(São João 19:26) e pôde assim receber Maria Santíssima como sua mãe, ouvindo aquelas santas e benditas palavras do Divino Redentor: “Ecce Mater tuam.” “Eis a tua mãe.” (São João 19:26)
Na pessoa dele, recebemos Maria como nossa mãe e ela nos recebe nele, como seus filhos: “Mulier, ecce filius Tuus.” (São João 19:27)
São João também é considerado o Apóstolo e pioneiro do culto ao Sagrado Coração de Jesus, uma vez que na quinta-feira Santa, na última ceia, ele reclinou a cabeça sobre o sagrado peito de Nosso Senhor Jesus Cristo( São João 13:25) e alguns santos doutores, dizem que dali, daquela fonte, São João bebeu da sabedoria divina da qual registrou em seu evangelho.
Além do evangelho, São João escreveu 3 cartas que compõe o novo testamento e o livro do Apocalipse.
São João era irmão do apóstolo São Tiago Maior (São Marcos 13:17) e junto com o Apóstolo São Pedro, O Príncipe dos Apóstolos, eram os discípulos mais próximos do Senhor, viram o milagre da Ressureição da filha de Jairo( São Lucas 8:51) a transfiguração do Senhor no monte Tabor(São Mateus 17:1) e sua agonia no horto das oliveiras( São Mateus 26:36-37).
O evangelho escrito por ele, é considerado o mais teológico entre os 4 evangelhos sinóticos, em todas as grandes festas litúrgicas, a igreja cede o lugar para o evangelho segundo São João, Na paixão do Senhor, na quinta-feira Santa, no dia de Natal, no Corpus Christi, e em outras grandes festas. O início do seu evangelho, o belíssimo prólogo, onde de forma magistral ele nos dá a origem de Nosso Senhor Jesus Cristo de forma irrefutável: “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.” (São João 1:1)
Passagem de tamanha importância, que no antigo rito da missa, a santa mãe igreja lia sempre esse evangelho no fim da missa, um evangelho próprio da missa, e o prólogo do evangelho de São João como evangelho final, que era lido como ação de graças dos sacerdotes.
São João, é conhecido por todos como o discípulo mais amado do Senhor( São João 21:20), Todavia, como o amor com amor se paga, ele também muito amou a Nosso Senhor Jesus Cristo, esteve com ele na sua glória e na sua paixão, quando todos fugiram, João permaneceu firme, Quando duvidaram, São João creu( São João 20:8)
Na Santa Páscoa, no domingo da Ressureição, São João corre ao sepulcro junto com São Pedro e chega primeiro, por ser mais jovem, porém, respeitando a hierarquia eclesiástica, Espera pela Autoridade de São Pedro (São João Capítulo 20) (Aqui está para os que não crêem na autoridade Petrina, São João Evangelista chegou primeiro, mas na porta do sepulcro, esperou Por São Pedro, que chegou e já entrou) viu os faixas de linho que envolviam O Senhor, Viu o túmulo vazio, e creu. (São João 20:8)
Assim como São João, todos nós somos amados por Deus e recebemos dele muitas graças, entretanto, como temos correspondido a tantos benefícios?
Nas cruzes do cotidiano, fazemos como São João e permanecemos juntos ao Senhor e a Virgem Santíssima, ou corremos dela e o abandonamos?
Nas contrariedades e nos momentos difíceis, fazemos como João Evangelista diante do sepulcro vazio e cremos?
Nas lidas e dores, lembramos de que temos Maria por mãe? Recordando que São João é o único evangelho que Relata as bodas de caná, quando Maria, Mãe e medianeira Omnium Gratiarum, mãe e medianeira de todas as graças, pede a Nosso Senhor o grande milagre e o seu primeiro milagre, e Nosso Senhor transforma a água em vinho, e naquele dia, por esse fato, os discípulos creram nele.(São João 2:11)
Que a vida e santidade de São João, O Evangelista, nos mova a estarmos sempre unidos à Santíssima Virgem Maria, e na escola de Maria, aprendermos a fé, a. Escuta, e o amor ao bom Deus, de correspondermos com amor sua graça, seus benefícios e o amarmos como Deus merece e quer ser amado por nós, recordando também o que ele (São João) nos escreveu: “Amamos, porque ele nos amou primeiro.” (1 Epístola de São João, 4:19)
E mais: “Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor.” (1 Epístola de São João, 4:8)
Sancte Joannes Evangelistæ, Ora Pro Nobis.