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Quaquá critica imposição de suplente e expõe tensão no PT do Rio

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O apoio à candidatura de Benedita da Silva ao Senado é o ponto de partida da nota divulgada por Washington Quaquá, que, em nome da unidade, confirma a decisão de seu grupo político dentro do Partido dos Trabalhadores no Rio de Janeiro. Apesar disso, o dirigente expõe o clima de insatisfação interna ao fazer duras críticas à tentativa de imposição de um nome para a suplência considerado inadequado por seu grupo.

No texto, Quaquá destaca que a decisão de apoiar Benedita foi tomada mesmo diante de “dificuldades eleitorais”, em nome da unidade partidária. Ele ressalta ainda que seu grupo detém maioria na direção estadual, entre delegados e na base militante, e que abriu mão de disputar internamente a indicação.

O ponto central da divergência está na composição das suplências. Segundo a nota, havia um acordo prévio para que o grupo indicasse os nomes, incluindo o vereador Felipe Pires como primeiro suplente e o pastor e cantor Kleber Lucas como segundo. A tentativa de inclusão de um ex-presidente da Casa da Moeda, citado como envolvido em escândalos, foi rejeitada.

Quaquá afirma que a indicação foi uma “surpresa” e classifica como erro político insistir em uma composição que possa fragilizar a candidatura. “É fundamental que esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos”, aponta o texto ao se referir à trajetória de Benedita.

A nota também eleva o tom ao mencionar o cenário nacional, defendendo a preservação da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alertando para o risco de a chapa se tornar alvo de ataques adversários.

Sem citar diretamente os responsáveis pela indicação contestada, Quaquá encerra com um recado interno: cobra responsabilidade das lideranças e respeito à maioria partidária no estado. O episódio evidencia que, apesar do discurso de unidade, o PT fluminense ainda enfrenta disputas relevantes nos bastidores.

VEJA ABAIXO A NOTA DO VICE-PRESIDENTE NACIONAL DO PI E PREFEITO DE MARICÁ, NA ÍNTEGRA:
Nota sobre a candidatura de Benedita Silva:

Mesmo cientes das dificuldades eleitorais, decidimos, em nome da unidade do partido no Rio de Janeiro, apoiar a candidatura de Benedita da Silva ao Senado — ainda que nosso grupo tenha ampla maioria na direção, entre os delegados ao congresso e na base militante do PT no estado.

Desde o primeiro momento, deixamos claro que o acordo passava pela indicação das suplências. Indicamos, para isso, o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Felipe Pires, e acolhemos uma importante construção dos setores evangélicos e de direitos humanos do partido, com a indicação do pastor e cantor Kleber Lucas como segundo suplente.

Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo.

Benedita é uma mulher honrada, de trajetória respeitada e compromisso público reconhecido. Justamente por isso, é fundamental que sua candidatura esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos ou fragilizar o projeto coletivo.

Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos. Já abrimos mão de disputar internamente em nome da unidade. Insistir em desconsiderar a maioria do partido no estado e construir uma chapa vulnerável a ataques dos adversários é um erro político.

Cada um sabe das suas ações e das responsabilidades que carrega. Esperamos que todos ajam com a responsabilidade que o momento exige.
Washington Quaquá

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