No texto, Quaquá destaca que a decisão de apoiar Benedita foi tomada mesmo diante de dificuldades eleitorais, em nome da unidade partidária. Ele ressalta ainda que seu grupo detém maioria na direção estadual, entre delegados e na base militante, e que abriu mão de disputar internamente a indicação.
O ponto central da divergência está na composição das suplências. Segundo a nota, havia um acordo prévio para que o grupo indicasse os nomes, incluindo o vereador Felipe Pires como primeiro suplente e o pastor e cantor Kleber Lucas como segundo. A tentativa de inclusão de um ex-presidente da Casa da Moeda, citado como envolvido em escândalos, foi rejeitada.
Quaquá afirma que a indicação foi uma surpresa e classifica como erro político insistir em uma composição que possa fragilizar a candidatura. É fundamental que esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos, aponta o texto ao se referir à trajetória de Benedita.
A nota também eleva o tom ao mencionar o cenário nacional, defendendo a preservação da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alertando para o risco de a chapa se tornar alvo de ataques adversários.
Sem citar diretamente os responsáveis pela indicação contestada, Quaquá encerra com um recado interno: cobra responsabilidade das lideranças e respeito à maioria partidária no estado. O episódio evidencia que, apesar do discurso de unidade, o PT fluminense ainda enfrenta disputas relevantes nos bastidores.
Desde o primeiro momento, deixamos claro que o acordo passava pela indicação das suplências. Indicamos, para isso, o líder do PT na Câmara Municipal, vereador Felipe Pires, e acolhemos uma importante construção dos setores evangélicos e de direitos humanos do partido, com a indicação do pastor e cantor Kleber Lucas como segundo suplente.
Fomos, portanto, surpreendidos com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos. Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo.
Benedita é uma mulher honrada, de trajetória respeitada e compromisso público reconhecido. Justamente por isso, é fundamental que sua candidatura esteja protegida de qualquer elemento que possa gerar questionamentos ou fragilizar o projeto coletivo.
Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos. Já abrimos mão de disputar internamente em nome da unidade. Insistir em desconsiderar a maioria do partido no estado e construir uma chapa vulnerável a ataques dos adversários é um erro político.
Cada um sabe das suas ações e das responsabilidades que carrega. Esperamos que todos ajam com a responsabilidade que o momento exige.
Washington Quaquá