Prefeitura de São Paulo acolheu 470 mulheres vítimas de violência em 2025

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Rede socioassistencial oferece abrigo sigiloso, proteção imediata e apoio para reconstrução da vida

A rede socioassistencial da Prefeitura de São Paulo realizou 470 acolhimentos de mulheres vítimas de violência em 2025. Cada atendimento representa uma ação de proteção emergencial, com suporte especializado para que as vítimas possam romper ciclos de agressão e reconstruir suas vidas.

Os serviços são sigilosos e especializados, voltados principalmente para mulheres em situação de risco iminente ou que precisam deixar suas casas para garantir a própria segurança.

Atendimento garante abrigo e proteção

Nos serviços de acolhimento, as mulheres recebem:

  • abrigo seguro
  • alimentação
  • acompanhamento técnico 24 horas
  • orientação para acesso a direitos
  • apoio para emissão de documentos
  • encaminhamento para saúde, trabalho e geração de renda

O atendimento também pode incluir proteção para filhos e familiares.

Acolhimento ocorre em locais sigilosos

O acolhimento é realizado em unidades de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, como:

  • Casa de Passagem para Mulheres Vítimas de Violência (CPMVV)
  • Centro de Acolhida Especial para Mulheres em Situação de Violência (CAEMSV)

Esses serviços funcionam em endereços confidenciais, para proteger as mulheres contra possíveis ameaças.

Segundo profissionais da rede, todas as informações das vítimas permanecem em sigilo.

“Uma vez que a mulher está dentro do serviço, todos os dados ficam protegidos, inclusive quando ela consegue emprego ou matricula os filhos na escola”, explicou uma profissional da rede de acolhimento.

Como acessar os serviços

O acesso aos serviços ocorre após avaliação técnica de risco, realizada por equipes da assistência social.

Os encaminhamentos podem ser feitos por meio de:

  • CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)
  • CRAS (Centro de Referência de Assistência Social)
  • Centro Pop
  • Portal SP156

O atendimento é articulado com a Central de Vagas da assistência social.

Estrutura de acolhimento na capital

Atualmente, a cidade possui 130 vagas em unidades sigilosas de acolhimento para mulheres em situação de violência.

Além desses equipamentos, outras estruturas também podem atender essa demanda, como:

  • Centros de Acolhida Especial (CAE) para mulheres e famílias.

Reconstrução da autonomia

O trabalho da assistência social não termina no acolhimento emergencial. As equipes acompanham as mulheres durante o processo de reconstrução da vida.

Em 2025, cerca de 42% das mulheres acolhidas nos CAEMSV conquistaram autonomia após o atendimento.

Entre as chamadas saídas qualificadas, estão:

  • retorno à convivência familiar segura
  • inserção no mercado de trabalho
  • conquista de moradia própria ou independente

Histórias por trás dos números

Para preservar identidades, muitas histórias são contadas com nomes fictícios.

Uma das mulheres atendidas, chamada de Maria, procurou ajuda após anos de violência doméstica.

Ela deixou a casa onde vivia com o agressor levando apenas a filha mais nova no colo.

“Quando o agressor não mata a mulher de fato, ele a mata em vida. Eu me sentia morta”, relatou.

Após semanas de acolhimento e acompanhamento social, Maria começou a reconstruir sua vida.

“Somos pássaros com gaiolas abertas, só esquecemos que sabemos voar”, escreveu em seu diário.

Mulheres também enfrentam vulnerabilidade social

Segundo dados do Censo da População em Situação de Rua de São Paulo (PopRua 2021), as mulheres representam 16,6% das pessoas nessa condição na cidade.

Muitas delas enfrentam situações de violência doméstica, patrimonial e isolamento social, o que reforça a importância da rede de proteção.

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