Substância liberada afasta predadores e também atua na reprodução da espécie, segundo especialistas
A chamada maria-fedida, inseto comum em áreas urbanas e rurais, libera um odor forte quando se sente ameaçada como forma de defesa natural. O fenômeno é causado por substâncias químicas produzidas em glândulas localizadas no abdômen e no tórax.
Conhecida cientificamente como Nezara viridula, a espécie pertence à família dos percevejos e utiliza esse mecanismo para afastar predadores. A secreção, além de apresentar odor intenso, possui sabor desagradável, dificultando sua ingestão por animais como aves, anfíbios e répteis.
Segundo especialistas, a substância liberada contém compostos químicos como aldeídos insaturados também encontrados em alimentos como o coentro e cumpre ainda outra função: atuar como feromônio, auxiliando na atração de parceiros durante o período reprodutivo.
A reprodução ocorre principalmente em períodos mais quentes, como primavera e verão. Nessa fase, os insetos depositam ovos em superfícies consideradas seguras, incluindo ambientes urbanos. Com a expansão das cidades, a espécie passou a se adaptar a espaços domésticos, sendo comum encontrar ovos em locais como paredes e tecidos.
A maria-fedida se alimenta da seiva de plantas, utilizando um aparelho bucal adaptado para perfuração. Essa característica faz com que, em determinadas situações, o inseto seja considerado uma praga agrícola.
O ciclo de vida inclui as fases de ovo, ninfa e adulto, com duração aproximada de 100 dias. Durante períodos frios, a espécie entra em estado de dormência, reduzindo sua atividade metabólica.
Outro comportamento observado é o cuidado com os ovos. Diferente de muitos insetos, a maria-fedida permanece próxima à postura, reduzindo o risco de parasitas e aumentando as chances de sobrevivência da espécie.
Especialistas orientam que, ao encontrar o inseto em casa, o ideal é evitar contato direto. A recomendação é capturá-lo com auxílio de um recipiente e devolvê-lo ao ambiente externo, evitando que o cheiro seja liberado.
Apesar do odor desagradável, o inseto não representa risco à saúde humana.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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