Secretário afirma na Alesp que não há previsão de recomposição salarial, enquanto deputados apontam insatisfação e déficit na categoria
A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou, nesta quarta-feira (8), durante audiência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que os policiais penais não receberam reajuste salarial por restrições orçamentárias. A declaração foi feita pelo secretário Marcello Streifinger durante prestação de contas à Comissão de Segurança Pública e Assuntos Penitenciários.
Segundo o secretário, não há previsão para recomposição inflacionária dos salários da categoria. Ele afirmou que a decisão decorre de limitações financeiras que impediram a extensão do reajuste de 10%, concedido a outras forças de segurança.
Déficit de efetivo e pressão por valorização
Durante a audiência, parlamentares relataram insatisfação entre os policiais penais e cobraram medidas para valorização profissional e melhoria das condições de trabalho.
Dados apresentados pelo secretário indicam um déficit de aproximadamente 30% no efetivo, com cerca de 24 mil policiais penais em atividade frente a uma demanda estimada de 34 mil. Ao incluir áreas administrativas e de saúde, a defasagem pode chegar a 40%.
O secretário afirmou que a pasta pretende ampliar equipes com profissionais de saúde e estuda medidas legais para permitir que policiais penais aposentados atuem em funções administrativas.
Condições de trabalho e carreira
Deputados também destacaram relatos de sobrecarga entre os profissionais. Foram mencionadas jornadas consideradas extensas, falta de folgas e desgaste físico.
A carreira da polícia penal também foi alvo de debate. Entre as propostas discutidas está a ampliação de critérios de progressão baseados em mérito. Atualmente, cargos de direção são ocupados por indicação.
Como resposta, Streifinger citou a criação de um curso de pós-graduação voltado à formação de gestores do sistema prisional, com o objetivo de profissionalizar a administração das unidades.
Criação da polícia penal e ações de qualificação
O secretário afirmou que, desde a criação da polícia penal estadual em 2024, a gestão tem adotado medidas voltadas à qualificação e ao fortalecimento da categoria, por meio de ações da Coordenadoria de Ensino.
Ele destacou que iniciativas de formação e progressão funcional estão em andamento, embora não tenham sido apresentados prazos para eventuais mudanças salariais.
Fonte Texto: Fernanda Franco – Foto: Bruna Sampaio
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