Nunes critica suspensão de alvarás em SP e aponta impacto em obras na capital

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Decisão judicial que trava autorizações está ligada à revisão da Lei de Zoneamento; TJ defende independência e MP não comenta

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nesta sexta-feira (20) a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que suspendeu a emissão de novos alvarás para construções e demolições na cidade de São Paulo Centro da capital paulista. A medida está relacionada à análise judicial da revisão da Lei de Zoneamento aprovada em 2024.

A decisão liminar, em vigor, impede a concessão de novas autorizações urbanísticas enquanto a Justiça avalia a legalidade das alterações no zoneamento municipal. A ação foi movida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que questiona tanto o conteúdo da lei quanto o processo de tramitação no Legislativo.

Durante agenda pública, o prefeito afirmou que a medida tem impacto direto na dinâmica urbana da cidade, ao interromper a liberação de obras e projetos imobiliários.

Segundo Nunes, a suspensão atinge diferentes frentes:

  • novos empreendimentos imobiliários
  • obras de construção civil
  • autorizações para demolição

O que está em análise na Justiça

A revisão da Lei de Zoneamento ampliou áreas com permissão para construções mais altas, especialmente em regiões próximas a eixos de transporte público, como:

  • linhas de metrô
  • corredores de ônibus
  • estações de trem

A proposta tem como objetivo aumentar a densidade populacional em áreas com infraestrutura de mobilidade.

O Ministério Público, por outro lado, sustenta que há indícios de irregularidades, incluindo:

  • ausência de estudos técnicos suficientes
  • inclusão de emendas no texto final sem debate público amplo

Esses pontos motivaram o pedido judicial que resultou na suspensão temporária dos alvarás.

Resposta do Tribunal de Justiça

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que decisões judiciais seguem critérios legais e destacou o princípio da independência entre os Poderes.

Segundo o órgão, eventuais discordâncias devem ser tratadas por meio de recursos previstos no sistema judicial.

Até o momento, o Ministério Público não se manifestou publicamente sobre as declarações do prefeito.

Impactos apontados pela Prefeitura

O prefeito também relacionou a decisão a possíveis efeitos em políticas habitacionais. Segundo ele, a restrição à emissão de alvarás pode afetar a construção de moradias, incluindo projetos voltados à redução do déficit habitacional e à retirada de famílias de áreas de risco.

Outras decisões judiciais citadas

Durante a mesma agenda, Nunes também mencionou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a invalidação de mudanças na legislação municipal sobre limites de ruído urbano.

A tentativa da Prefeitura era flexibilizar regras do Programa Silêncio Urbano (Psiu) para eventos e shows. A medida havia sido aprovada em 2024, mas foi questionada judicialmente.

Decisão recente do STF manteve entendimento anterior do TJ-SP, rejeitando recurso do Executivo municipal.

DIREITO DE RESPOSTA:

O espaço permanece aberto para manifestação das partes citadas.

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