Navio científico Professor W. Besnard tomba no Porto de Santos e fica parcialmente submerso

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Embarcação histórica usada em expedições à Antártida sofreu avarias no casco; área foi isolada no cais do Valongo

O navio científico Professor W. Besnard, conhecido por participar de expedições brasileiras de pesquisa oceanográfica e pela atuação pioneira em missões na Antártida, tombou na noite de sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos, no litoral paulista.

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, a embarcação ficou parcialmente submersa após sofrer avarias no casco que permitiram a entrada de água.

Área isolada no porto

Segundo o órgão responsável pela administração do porto, o incidente não representa risco à navegação no canal portuário.

A área onde o navio está atracado foi isolada e permanece sob vigilância da Guarda Portuária. Equipes de emergência reforçaram a amarração da embarcação e instalaram um cerco de contenção ambiental para evitar possíveis impactos no entorno.

Plano para retirada da embarcação

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, afirmou que a embarcação deverá ser retirada do local e levada a um estaleiro para avaliação.

Segundo ele, existe a intenção de recuperar o navio com apoio de empresas da comunidade portuária.

“Se as condições permitirem, queremos recuperar esse navio com apoio das empresas parceiras do Porto de Santos. E, se a recuperação completa não for possível, parte dele será preservada aqui no Parque Valongo”, afirmou.

Pomini também explicou que a Autoridade Portuária, por ser uma empresa pública, não pode arcar diretamente com os custos da operação.

“O Porto de Santos, por ser uma empresa pública, não pode pagar esse custo diretamente, mas deve mobilizar os parceiros e as empresas que compõem a comunidade portuária local”, disse.

Importância científica

O Professor W. Besnard foi um dos principais navios científicos do Brasil e participou de centenas de expedições de pesquisa oceanográfica.

A embarcação teve papel relevante no desenvolvimento da oceanografia civil brasileira e integrou a primeira expedição científica do país à Antártida.

O navio permaneceu em operação por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, após a aposentadoria, diferentes propostas para seu destino foram discutidas, incluindo projetos de preservação, transferência para outros países e até sucateamento.

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