Decisão autoriza acesso a mensagens e ligações anteriores ao crime ocorrido em restaurante; acusado segue preso
A Justiça de São Paulo determinou a quebra do sigilo telefônico de linhas ligadas ao médico Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, réu por duplo homicídio após matar dois colegas de profissão a tiros em um restaurante em Barueri, na Grande São Paulo.
A decisão foi assinada pelo juiz Fabio Martins Marsiglio, da 1ª Vara Criminal do município, e autoriza o acesso a conversas e registros de chamadas dos quatro meses anteriores ao crime, ocorrido em janeiro deste ano.
O investigado permanece em prisão preventiva, após ter pedidos de liberdade negados pela Justiça. A defesa argumentou que ele é primário e não representa risco às investigações, mas os pedidos não foram acolhidos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo, imagens de câmeras de segurança registraram a sequência dos fatos dentro e fora do restaurante onde ocorreu o crime.
As gravações mostram que houve uma discussão inicial entre o médico e as vítimas, seguida de agressões físicas. Em outro momento, já na área externa, o acusado aparece e efetua os disparos.
Segundo informações da ocorrência, guardas municipais chegaram a abordar o suspeito antes dos tiros, após denúncia de que ele estaria armado, mas nenhuma arma foi encontrada na revista inicial.
Momentos depois, o médico retornou ao local e realizou os disparos. Há relato de testemunha indicando que a arma teria sido entregue por uma terceira pessoa, circunstância ainda em apuração.
As investigações também avaliam a possibilidade de o crime estar relacionado a disputas por contratos na área da saúde, envolvendo organizações sociais e empresas prestadoras de serviço.
O acusado é proprietário de uma empresa que mantém contratos com instituições do setor, incluindo a Fundação ABC. Até o momento, não há confirmação oficial de vínculo direto entre os contratos e a motivação do crime.
A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer completamente as circunstâncias, motivações e eventuais participações de terceiros no caso.
A defesa do acusado não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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