Isabel Fillardis, 52, falou sobre a importância da homenagem a Carolina Maria de Jesus no desfile da Unidos da Tijuca e destacou o peso simbólico da escritora para as mulheres negras e para a cultura brasileira.
Ao ser questionada sobre o significado do enredo, Isabel afirmou. “Eu estava dizendo que a gente precisa fazer luz aos nossos heróis, às nossas heroínas, às pessoas que abriram espaço para que a gente pudesse fazer o que a gente faz hoje. Se hoje eu me tornei escritora, fiz a minha autobiografia, é porque Carolina existiu, porque tem Conceição Evaristo, porque tem tantas que abriram espaço para que a gente pudesse estar aqui.”
Sobre a obra da autora, ela revelou que quase levou Carolina aos palcos em um monólogo. “Olha, eu quase fiz um monólogo, quase. ‘Eu Amarelo’, na época eu não tive coragem. Eu não estava pronta, foi começo da pandemia. Monólogo é algo de uma responsabilidade tão grande, né? Você pensando sozinha.”
A atriz também destacou a força literária de Quarto de Despejo. “O Quarto de Despejo, além de ser fascinante, é colorido ao mesmo tempo, né? É uma dramaticidade tão grande, dramaticidade da vida real. Porque saiu dali, daquele lugar da extrema pobreza, começou a escrever, chegou no auge e depois, infelizmente, declinou por conta do machismo. Então é muito importante a gente poder falar sobre isso. Tanto de matéria em mídia feminina é muito importante.”