O boliviano Andrónico Rodríguez, candidato presidencial de esquerda pela Alianza Popular, foi vaiado e atacado com pedras por um grupo de pessoas após votar em Entre Ríos, no domingo (17).
O candidato da Alianza Popular não se manifestou imediatamente sobre o ocorrido. Pouco depois de votar, compartilhou uma breve mensagem nas redes sociais na qual não mencionou o incidente. “Cumprimos com nosso dever democrático de emitir nosso voto. Cada voto é uma voz, uma esperança e um compromisso com o futuro da nossa Pátria”, disse.
Algumas pessoas afirmam que ele cometeu uma “traição” por ter se distanciado do ex-presidente Morales e concorrer de forma independente nestas eleições.
Eleição acontece em meio a desafios econômicos
Eleitores na Bolívia estão participando de uma eleição geral marcada por uma inflação em alta recorde de quatro décadas e pela ausência do ex-presidente de esquerda Evo Morales, que está impedido de concorrer.
No local, apoiadores de Evo Morales se reuniram para demonstrar apoio ao ex-líder e à sua campanha pelo voto nulo. Morales tem enfatizado sua interpretação do voto nulo como uma forma de participação política.
Rodríguez, que foi formado politicamente pelo ex-presidente Evo Morales, agora se distanciou de Morales e do atual governo de Luis Arce, afirmando sua candidatura independente. Ele faz chapa com a candidata a vice-presidência Mariana Prado.
A corrida eleitoral de agosto marca a primeira vez em quase duas décadas em que as pesquisas indicam que o atual MAS (Movimento ao Socialismo) da Bolívia pode ser derrotado. O apoio aos candidatos ligados ao MAS e a outras forças de esquerda está atrás da oposição, totalizando cerca de 10%, segundo a última pesquisa Ipsos CEISMORI de agosto.