O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enfrenta uma grave acusação de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. A denúncia, que veio à tona na terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, foi reportada ao presidente do STJ, Herman Benjamin, e causou choque no meio jurídico.
Segundo o relato, o incidente teria ocorrido durante o recesso, enquanto Buzzi hospedava uma família de amigos em sua residência de praia em Balneário Camboriú, Santa Catarina. A jovem, filha do casal amigo e que se referia ao ministro como “tio”, alega que Buzzi tentou agarrá-la à força. A vítima, acompanhada de seus pais, formalizou um boletim de ocorrência, levando o caso à esfera policial.
A trajetória de Buzzi no mundo jurídico é extensa. Natural de Santa Catarina, ele foi indicado ao STJ em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff, para ocupar a vaga do ministro Paulo Geraldo de Oliveira Medina, que se aposentou. No STJ, Buzzi integra a 4ª Turma e preside a Comissão de Coordenação. Sua carreira na magistratura começou em 1982, e ele ascendeu ao cargo de desembargador em 2002.
Outras polêmicas envolvendo o ministro
Além desta grave acusação, o nome do ministro já havia aparecido em investigações delicadas. A Polícia Federal encontrou indícios de envolvimento de familiares de Buzzi em um esquema de compra de decisões judiciais, ligado ao advogado Roberto Zampieri, assassinado em 2023. A análise de materiais apreendidos revelou minutas com decisões antecipadas de Buzzi e de outros três ministros do STJ.
Adicionalmente, o escritório da filha de Buzzi, Carolina Buzzi, funcionava em um imóvel pertencente a uma empresa investigada na mesma operação. Na época, a advogada declarou que pagava aluguel pelo espaço, com valores compatíveis com o mercado, mas não apresentou contrato ou comprovantes de pagamento. O ministro Marco Buzzi afirmou desconhecer as relações comerciais de sua filha.
Este novo escândalo envolvendo o ministro Marco Buzzi certamente trará desdobramentos significativos no cenário político e jurídico do país. A apuração dos fatos e eventuais punições serão acompanhadas de perto pela sociedade e pela mídia. Resta saber como essa situação impactará a imagem do STJ e a confiança da população no sistema judiciário.