Dudu tem julgamento suspenso, e Atlético-MG critica STJD

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O julgamento do recurso do atacante Dudu, do Atlético-MG, no processo envolvendo a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, foi suspenso.

Por problemas de saúde, a auditora relatora, Antonieta da Silva, não conseguiu comparecer à sessão no pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (31), impossibilitando o andamento do julgamento.

A defesa do jogador entrará com novo pedido de concessão de efeito suspensivo para tentar contornar a situação e reverter a suspensão do atacante. Inicialmente, conforme divulgado, o julgamento de Dudu será incluído na pauta da sessão na próxima semana.

Segundo o Atlético, tanto Dudu quanto o clube não podem suportar o ônus gerado pelo próprio STJD, ou seja, não cabe ao Alvinegro e ao atacante lidar com as responsabilidades do processo referentes ao Tribunal.

Caso a decisão seja mantida, o atacante ficará fora dos jogos do Galo contra Flamengo (31) e RB Bragantino (3). Além disso, a depender da data da sessão, também pode desfalcar o Alvinegro no jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Rubro-Negro carioca, na próxima quinta-feira (6), sem mesmo uma resolução do julgamento.

Veja a nota do Atlético-MG na íntegra

“O Atlético informa que o julgamento do recurso feito pelo atacante Dudu no STJD ocorreu na data de hoje, oportunidade em que foi apresentada nova defesa.

Porém, antes do resultado do julgamento, o STJD decidiu pela suspensão do processo, por motivo de saúde da auditora-relatora.

O atleta compareceu ao STJD, acompanhado pelo CSO do Galo, Paulo Bracks.

A defesa do jogador fará novo pedido de concessão de efeito suspensivo, especialmente porque o atleta e o Galo não podem suportar o ônus gerado pelo próprio STJD.”

Entenda o caso

Este é o segundo pedido de reconsideração da defesa de Dudu, feito na última sexta-feira (25). Antes, o jogador conseguiu a retirada da multa de R$ 90 mil imposta na punição dada ao STJD.

Em seu novo pedido, a defesa do jogador reafirma que não houve misoginia ou discriminação por parte do atleta.

Itatiaia teve acesso ao documento protocolado pela defesa de Dudu, no qual são apresentados argumentos que questionam a condução do processo no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Um dos principais pontos levantados é a conduta da relatora da primeira instância, Renata Mendonça, que, segundo o pedido de reconsideração, publicou em suas redes sociais uma foto ao lado das advogadas de Leila Pereira antes do julgamento. Para os advogados de Dudu, esse gesto compromete a imparcialidade da magistrada e coloca em dúvida a lisura do processo.

A defesa também sustenta que o STJD não possui competência para julgar o caso, uma vez que as declarações de Dudu ocorreram fora do ambiente esportivo. Outro argumento apresentado é a ilegitimidade da União Brasileira de Mulheres (UBM) para atuar no processo, já que a entidade não integra oficialmente o sistema desportivo nacional.

Paralelamente à tramitação no STJD, o conflito entre Dudu e Leila Pereira também está sendo analisado nas esferas cível e criminal.

Dudu ficou fora de dois jogos do Atlético no Campeonato Brasileiro e também pode desfalcar o Galo nesta quinta-feira (31), contra o Flamengo, no Maracanã, Rio de Janeiro, em jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

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