Dono do bar interditado nega vender bebida com metanol: “Eu não sabia”

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O dono do bar conhecido como “Ministrão”, José Rodrigues, que está há 22 anos à frente do bar localizado na região dos Jardins, negou ter vendido bebida falsificada após a interdição do estabelecimento.

Ele afirmou que adquiriu parte do estoque de um vendedor de rua conhecido, sem nota fiscal, mas disse não acreditar que o produto estivesse adulterado.

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“Jamais eu compraria um negócio falso. No meu comércio nunca entrou. Fiquei triste porque o laudo saiu hoje dizendo que tinha metanol. Até a gente não tem conhecimento sobre isso”, declarou.

Segundo ele, a vítima apontada pela polícia como tendo consumido vodka no local era um cliente conhecido da região. “A frequência aqui é tudo familiar, gente do bairro. Ele era do bairro”, disse.

Bebida batizada com Metanol: Ministrão comprou garrafas de vendedor de rua

Rodrigues afirmou ainda que comprava bebidas regularmente de distribuidoras conhecidas, como Coca-Cola e Heineken, e que apenas a vodka vinha do vendedor informal. “Bebida quente é difícil de comprar. A gente compra diretamente com esses caras que vendem na rua”, completou.

A informação de que o bar foi interditado foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde à CNN. A ação contou com a participação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária.

A Vigilância Sanitária informou que o bar pode responder a processo administrativo e sofrer penalidades que vão de multa a interdição.

Já a Polícia Civil investiga se as bebidas comercializadas no local têm relação com mortes suspeitas por intoxicação em São Paulo.

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