O ex-jogador e técnico britânico Joey Barton foi condenado nesta sexta-feira (7) por seis acusações relacionadas a publicações ofensivas nas redes sociais contra duas ex-jogadoras e um apresentador, embora tenha sido absolvido de outras seis acusações.
Barton, de 43 anos, foi denunciado por mensagens enviadas no X (antigo Twitter) no início de 2024 para a ex-jogadora da seleção inglesa Eni Aluko, a ex-atleta e comentarista Lucy Ward e o apresentador da BBC Jeremy Vine.
Segundo a promotoria, as publicações feitas por Barton — que atuou por clubes como Manchester City e Queens Park Rangers e treinou Fleetwood Town e Bristol Rovers — “ultrapassaram o limite entre a liberdade de expressão e o crime”.
O ex-atleta já havia enfrentado outros processos: foi condenado por agredir a esposa e, em 2024, obrigado a pagar indenização a Vine em um processo civil por difamação.
Barton alegou que suas postagens eram apenas provocativas ou “brincadeiras”, sem intenção de causar sofrimento ou ansiedade.
Após julgamento na Corte de Liverpool, ele foi considerado culpado em seis acusações e absolvido em seis. A sentença será definida no próximo mês.
A carreira de Joey Barton e birra com Neymar
O ex-meia se aposentou dos gramados em 2017 quando foi suspenso pela Federação Inglesa após admitir que fez apostas ligadas ao futebol.
Além do Manchester City, Barton defendeu Newcastle, Queens Park Rangers, Burnley, Olympique de Marseille e Rangers. Ele tem no currículo uma partida pela seleção inglesa.
Barton se envolveu em inúmeras polêmicas na carreira e é conhecido por ser crítico a Neymar. Em 2013, quando Neymar disse que não o conhecia, o inglês chegou a ser acusado de xenofobia ao sugerir que o brasileiro deixasse a “liga amazônica da selva”.
Em 2018, Joey Barton disse que Neymar era “a Kim Kardashian do futebol” após criticar a atuação do brasileiro na Copa da Rússia e chamá-lo de fenômeno publicitário, e não do futebol.
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