Os cinturões de calor têm se expandido com o crescimento das áreas urbanas, gerando desconforto para a população e causando danos ao meio ambiente. Como alternativa para amenizar os efeitos das altas temperaturas, surge o projeto Microparques, que implementa pequenos ambientes verdes em áreas urbanas.
A iniciativa, que teve início em Fortaleza, cidade conhecida por suas altas temperaturas e escassez de áreas verdes, especialmente nas regiões periféricas, já se expandiu para 65 cidades brasileiras. O projeto tem como foco principal atender áreas de baixa renda, combinando sustentabilidade ambiental com desenvolvimento infantil.
Benefícios ambientais e sociais
Os microparques são espaços que não demandam grandes obras nem tecnologias dispendiosas. Além de auxiliarem na regulação térmica do entorno e na absorção das águas pluviais, oferecem áreas de lazer e entretenimento para as crianças da comunidade.
O conceito do projeto baseia-se na importância da proximidade desses espaços com as residências das famílias. “É bom e importante que a gente possa ter grandes parques nas cidades, mas mais importante ainda é que a gente encontre espaços próximos às famílias, próximos às regiões mais periféricas”, destaca a iniciativa.
A implementação dos microparques representa uma solução que une duas demandas sociais urgentes: o cuidado com as crianças e a preservação da natureza como forma de enfrentamento da crise climática. O programa continua em expansão, com planos de alcançar mais cidades brasileiras.