Casos de doença falciforme passam a ter notificação obrigatória em serviços de saúde

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Unidades públicas e privadas devem registrar suspeitas e diagnósticos em até sete dias no sistema epidemiológico

Os serviços de saúde do Estado de São Paulo passaram a registrar obrigatoriamente os casos de doença falciforme nos sistemas de vigilância epidemiológica. A medida, anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), determina que ocorrências suspeitas ou confirmadas sejam notificadas em até sete dias após a identificação.

Com a mudança, hospitais, clínicas e demais unidades de saúde públicas e privadas deverão incluir os registros no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), integrado ao e-SUS.

Monitoramento mais preciso da doença

Segundo a Secretaria da Saúde, a notificação compulsória permitirá ampliar o acompanhamento epidemiológico da doença e gerar dados mais precisos sobre sua ocorrência no estado.

A coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da pasta, Regiane de Paula, afirma que a medida pode contribuir para melhorar o planejamento de políticas públicas voltadas ao atendimento dos pacientes.

“A notificação compulsória é uma ferramenta importante para qualificar os dados sobre a doença e apoiar a organização da rede de cuidado. Com essas informações, é possível planejar ações mais efetivas de diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes”, afirmou.

Como deve ser feita a notificação

O registro dos casos deverá ser realizado por meio da ficha de notificação e conclusão do agravo, conforme orientações da Nota Técnica nº 2/2025 divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde.

O objetivo é padronizar o envio de informações ao sistema de vigilância e permitir um acompanhamento mais consistente da doença.

Doença genética hereditária

A doença falciforme é uma condição genética crônica caracterizada por alterações nos glóbulos vermelhos do sangue. Considerada uma das enfermidades hereditárias mais comuns no mundo, ela tem maior incidência entre pessoas negras.

Estimativas apontam que entre 60 mil e 100 mil brasileiros vivem com a doença.

Com a ampliação do monitoramento, autoridades de saúde esperam fortalecer ações de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

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