

Sistema com inteligência artificial atua na identificação de foragidos e desaparecidos durante a folia na capital
O Carnaval de rua de São Paulo em 2026 é monitorado por cerca de 40 mil câmeras inteligentes, segundo a Prefeitura. Metade dos equipamentos integra o sistema municipal e a outra parte pertence a empresas privadas que atuam em parceria com o poder público.
A tecnologia utiliza reconhecimento facial, leitura de placas e inteligência artificial para identificar pessoas com mandado de prisão, localizar desaparecidos e apoiar investigações em tempo real. Diferentemente do modelo tradicional de monitoramento, os dispositivos analisam dados e emitem alertas automáticos às forças de segurança.
Uso durante o Carnaval
Segundo a administração municipal, apenas no primeiro dia oficial do Carnaval de Rua 2026, o sistema contribuiu para a prisão de três foragidos da Justiça, entre eles um homem condenado por estupro com mandado em aberto no estado da Bahia.
Desde a implantação do programa, a Prefeitura informa que 2.730 foragidos foram capturados, além de 3.650 prisões em flagrante e a localização de 159 pessoas desaparecidas.
O sistema é uma das principais iniciativas de segurança defendidas pelo prefeito Ricardo Nunes.
Questionamentos e debate
Antes da implantação, o modelo foi alvo de questionamentos judiciais sobre possível viés discriminatório racial e riscos à privacidade de dados.
No Carnaval de 2025, defensoras públicas do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos enviaram ofício pedindo que o sistema não fosse usado para identificar pessoas que participassem pacificamente de blocos. A recomendação não foi adotada.
Empresas privadas responsáveis por parte das câmeras afirmam seguir as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Segundo elas, o compartilhamento de imagens ocorre apenas mediante solicitação oficial das autoridades e o armazenamento varia entre sete e 30 dias.
Reação dos foliões
Entre os foliões, a presença das câmeras gerou reações variadas. Alguns afirmaram não se incomodar com o monitoramento e destacaram a sensação de segurança. Outros demonstraram preocupação com possíveis excessos ou uso inadequado das informações.
Em meio à folia, muitos disseram que a vigilância passa despercebida na maior parte do tempo.
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