Banqueiro Daniel Vorcaro é transferido para sede da Polícia Federal em Brasília

PUBLICIDADE

banqueiro-daniel-vorcaro-e-transferido-para-sede-da-policia-federal-em-brasilia

Mudança de local de custódia ocorre após autorização do STF e integra tratativas para possível acordo de delação premiada

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transferido na noite desta quinta-feira (19) da Penitenciária Federal para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto das investigações sobre supostas fraudes envolvendo a instituição financeira.

A mudança no local de custódia está relacionada ao início de tratativas para um possível acordo de delação premiada entre Vorcaro e autoridades responsáveis pela investigação.

Com a transferência para a sede da Polícia Federal, investigadores passam a ter acesso direto ao investigado e à sua defesa, sem as restrições operacionais impostas pelo sistema de segurança máxima da penitenciária federal.

Segundo informações do processo, Vorcaro deverá permanecer em uma sala da própria superintendência, estrutura já utilizada anteriormente para custódia de outros investigados em casos de repercussão nacional.

Sigilo nas negociações

As negociações para eventual colaboração premiada seguem sob sigilo. O investigado assinou termo de confidencialidade com a Polícia Federal e com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o que restringe a divulgação de detalhes sobre o conteúdo das tratativas.

Na semana anterior, após a formação de maioria no STF pela manutenção de sua prisão, Vorcaro alterou sua equipe de defesa e passou a considerar a possibilidade de colaboração com as autoridades.

Contexto da investigação

Vorcaro foi preso novamente no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura possíveis irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e tratativas relacionadas à aquisição da instituição por outro banco público.

De acordo com a decisão judicial que autorizou a prisão, novos elementos indicariam que o investigado teria atuado para interferir no andamento das apurações, incluindo suposta orientação a terceiros para pressionar pessoas ligadas ao caso e acesso antecipado a informações da investigação.

As suspeitas são objeto de apuração oficial e ainda não houve decisão definitiva da Justiça sobre o mérito das acusações.

HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte

Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo

Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.

Mais recentes

PUBLICIDADE