Análise: Democracia e direitos humanos são pontos fundamentais do Mercosul

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A declaração final da Cúpula de Líderes do Mercosul expressou “desapontamento” com a União Europeia pela não assinatura do acordo de livre comércio entre os blocos e não mencionou a situação da Venezuela. O analista Lourival Sant’Anna avaliou, no Agora CNN, que a democracia e os direitos humanos são pontos fundacionais do Mercosul, que deveriam ser priorizados pelos países-membros.

A declaração final do encontro não criticou os Estados Unidos nem mencionou pressões americanas, mas criticou a falta de democracia e de respeito aos direitos humanos na Venezuela, pedindo o retorno desses valores ao país. Brasil, Uruguai, Chile e Colômbia não assinaram essa declaração, o que, segundo o analista, levanta dúvidas sobre se esses países estão priorizando a democracia ou a ideologia.

“A democracia e os direitos humanos são pontos-chave fundacionais do Mercosul. Então todos os países do Mercosul deveriam assinar essa declaração porque ela é consistente com a carta de Ushuaia, que é uma das cartas fundacionais do Mercosul e é por isso que a Venezuela está suspensa do bloco”, explicou Sant’Anna, lembrando que nenhuma ditadura pode participar do Mercosul.

O analista também comentou sobre as declarações do presidente argentino, Javier Milei, considerando-as “infelizes” por pedir uma intervenção americana na Venezuela, algo que “não está de acordo com a legalidade”. Por outro lado, destacou que o presidente Lula “calibrou bastante as palavras” para não atacar os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo chamar de “catastrófica” uma possível intervenção militar.

Segundo Sant’Anna, o Mercosul fez tudo o que podia para firmar o acordo com a União Europeia, inclusive adiando sua cúpula para receber a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que acabou não comparecendo. A Itália, cujo voto é crucial para a aprovação ou rejeição do acordo, permaneceu indecisa, com a primeira-ministra Giorgia Meloni prometendo ao presidente Lula (PT) resolver a questão em um mês.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

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