Alemanha: AfD, partido de ultra-direita assume liderança, diz pesquisa

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O partido de ultradireita alemão, Alternativa para a Alemanha (AfD), assumiu a liderança de intenção de votos, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira (12).

Com 26% das intenções de voto, o partido assume a liderança ante o Union, que detém 24%, seguido do SPD, com 13%.

De acordo uma pesquisa feita pelo Instituto Forsa de Pesquisa Social e Análise Estatística, a pedido do grupo de mídia RTL Deutschland, os percentuais são:

  • AfD atingiu 26% (+1), o seu valor mais alto até agora;
  • Union caiu para 24% (–1), o seu pior resultado desde as eleições federais de 2021;
  • SPD mantém-se em 13%;
  • Verdes (Grünen) também estão em 13% (+1);
  • Partido Die Linke perdeu um ponto, ficando com 11%;
  • FDP mantém-se em 3%;
  • Bündnis Sahra Wagenknecht (BSW) mantém-se em 4%;
  • Outros partidos (sonstige Parteien) representam 6%.

Segundo a pesquisa, a Guerra na Ucrânia, o conflito no Oriente Médio e o cenário econômico na Alemanha são os três temas de maior interesse do público.

Nas últimas eleições, em fevereiro de 2025, o partido ganhou espaço entre os eleitores jovens, passando de força regional para força nacional. A vitória da AfD em eleições estaduais no ano passado fez dela o primeiro partido de ultra-direita a vencer qualquer tipo de eleição desde a era nazista.

Nas últimas eleições, outros partidos de ultra-direita também ganharam espaço na Europa em países como Portugal, Holanda, Romênia e Polônia.

 

A pesquisa também perguntou a mais de 2.500 eleitores alemães sobre a competência polícia de cada partido. O critério avalia a percepção sobre qual sigla é mais capaz ou confiável para lidar com os desafios atuais. Neste quesito, a Union aparece na liderança, com 19% das intenções de voto, ante a AfD e SPD.

De acordo com a pesquisa, a desaprovação do atual chanceler Friedrich Merz chegou a 67%, enquanto apenas 29% dos entrevistados estão satisfeitos. Os níveis de insatisfação predominam entre os apoiadores da AfD, chegando a 95%.

Em maio deste ano, a agência de inteligência interna da Alemanha classificou formalmente a AfD como uma entidade extremista que ameaça a democracia.

Em um relatório com mais de 1.100 páginas, o Escritório Federal para a Proteção da Constituição, ou BfV, também expôs suas conclusões a AfD é uma organização racista e antimuçulmana. Posteriormente, a decisão foi suspensa pela agência. O partido afirmou que a designação era uma tentativa política de desacreditar e criminalizar a AfD.

A sigla de ultra-direita recebeu apoio expressivo do governo Trump, com o bilionário da Tesla, Elon Musk – que desde então deixou seu cargo no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) – incentivando os alemães a votarem no partido antes das eleições.

Mais recentemente, tanto o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, quanto o secretário de Estado, Marco Rubio, criticaram a decisão da Alemanha de classificar a AfD como extremista.

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