Agro paulista registra superávit de US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre de 2026

PUBLICIDADE

agro-paulista-registra-superavit-de-us$-4,49-bilhoes-no-1o-trimestre-de-2026

Exportações somam US$ 6,03 bilhões e setor responde por 38,5% das vendas externas do estado

O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por exportações que somaram US$ 6,03 bilhões, frente a US$ 1,54 bilhão em importações no período. O setor foi responsável por 38,5% das exportações totais do estado de São Paulo, enquanto representou 7,4% das importações.

Entre os principais produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou com 25,6% de participação, totalizando cerca de US$ 1,5 bilhão, com predominância do açúcar. Na sequência aparecem o setor de carnes, com US$ 972 milhões, os produtos florestais, com US$ 837 milhões, além de sucos e soja, que também compõem parte relevante da pauta exportadora.

Esses cinco grupos concentraram 72,9% das exportações do agronegócio paulista, evidenciando forte dependência de commodities específicas. O café aparece na sequência, com US$ 418 milhões, mantendo participação menor, mas relevante no conjunto das vendas externas.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento nas exportações de produtos florestais (+10,3%) e carnes (+9,5%), enquanto setores como sucos (-41,2%), soja (-10,8%), sucroalcooleiro (-14,2%) e café (-10,2%) registraram queda, indicando variações influenciadas por preços e volume exportado.

A China permanece como principal destino das exportações, com 23,6% de participação, seguida pela União Europeia (15,8%) e pelos Estados Unidos (9,4%). O período também registrou mudança no fluxo de exportação de açúcar, com a Índia assumindo a liderança como principal importadora, substituindo a China, que deixou de figurar entre os principais destinos desse produto.

No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa a segunda posição entre os estados exportadores, com 15,8% de participação, atrás de Mato Grosso.

Apesar do resultado positivo, houve queda nas exportações para o Oriente Médio, com recuo de 17,5% em março na comparação anual. As vendas ao Irã também registraram retração no acumulado do trimestre, movimento associado a instabilidades geopolíticas que afetam fluxos comerciais na região.

HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
Conteúdo distribuído por nossa Central de Jornalismo
Reprodução autorizada mediante crédito da fonte

Portal criado para conectar os leitores da região ao melhor conteúdo

Somos líderes de audiência local. Somos sociais. Conecte-se conosco.

Mais recentes

PUBLICIDADE