Investigado teria transferido R$ 7 mil após a entrada do corpo de uma vítima de acidente no Instituto Médico Legal de Santos.
Um funcionário do Instituto Médico Legal de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente suspeito de usar o celular de um homem morto para fazer uma transferência via Pix no valor de R$ 7 mil.
A prisão foi cumprida pela Corregedoria da Polícia Civil na segunda-feira, 8 de junho, após investigação sobre a movimentação bancária feita a partir do aparelho da vítima. O caso teria ocorrido em maio, depois que o corpo de um homem morto em acidente de moto foi encaminhado ao IML.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o investigado também é suspeito de ter danificado o celular após a transferência. A pasta informou que não compactua com desvios de conduta e que medidas administrativas e disciplinares serão adotadas no caso.
O funcionário foi identificado como Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, atendente de necrotério do IML. Ele é investigado por crimes como peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de objeto. A defesa do investigado não foi localizada nas informações disponíveis até a publicação.
A apuração busca esclarecer como o celular da vítima foi acessado, se houve violação de dados bancários e se outras pessoas participaram da ação. O material recolhido deve passar por análise para confirmar horários, acessos, transferência e eventual tentativa de ocultação de provas.
O caso causa impacto pela gravidade da suspeita e pela vulnerabilidade das famílias que dependem de atendimento público em um momento de luto. Órgãos como o IML lidam com documentos, pertences e objetos pessoais de vítimas, o que exige controle rigoroso, registro formal e preservação integral dos bens entregues às unidades.
Serviço ao leitor:
Familiares de vítimas atendidas por órgãos públicos devem conferir a devolução de documentos, celulares, carteiras e objetos pessoais. Em caso de suspeita de violação, movimentação bancária indevida ou desaparecimento de pertences, registre boletim de ocorrência, comunique imediatamente o banco, bloqueie contas e cartões e acione a Corregedoria da Polícia Civil. Denúncias também podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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