Total de matrículas chega a 10,23 milhões, com avanço do ensino a distância e predominância da rede privada
O número de estudantes no ensino superior brasileiro voltou a crescer entre 2023 e 2024, atingindo 10,23 milhões de matrículas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Semesp. Apesar da expansão, o estudo aponta índices elevados de evasão, principalmente na rede privada.
O avanço de 2,5% no total de matrículas ocorre em um cenário de retomada gradual após os impactos da pandemia, com crescimento superior ao ritmo populacional na maior parte do país.
Além do aumento no acesso, o levantamento evidencia uma mudança estrutural no perfil do ensino superior: o modelo a distância passou a concentrar a maior parte dos alunos, superando pela primeira vez o ensino presencial.
Esse movimento consolida uma tendência observada nos últimos anos, impulsionada por fatores como:
- maior flexibilidade de horários
- mensalidades mais acessíveis
- ampliação da oferta por instituições privadas
Mesmo com a liderança, o crescimento do EAD apresenta desaceleração em relação ao período mais crítico da pandemia, indicando possível estabilização do modelo.
Expansão com concentração na rede privada
O estudo reforça a centralidade das instituições privadas na formação superior no país. A ampla maioria das matrículas está concentrada nesse segmento, que responde pela principal porta de entrada para novos estudantes.
Esse cenário está associado à capacidade de expansão mais rápida da rede privada, especialmente no ensino a distância, que exige menor infraestrutura física.
Permanência ainda é principal obstáculo
Apesar do aumento no ingresso, os dados revelam um dos principais desafios do sistema: a dificuldade de permanência dos estudantes até a conclusão dos cursos.
As taxas de evasão indicam que:
- no ensino público, cerca de 25% dos alunos abandonam a graduação
- no ensino privado, a evasão atinge aproximadamente 40%
Entre os fatores associados ao abandono estão:
- dificuldades financeiras
- necessidade de conciliar trabalho e estudo
- falta de apoio acadêmico
- inadequação ao formato do curso, especialmente no EAD
O dado acende alerta para políticas de retenção e acompanhamento estudantil.
Perfil da demanda por cursos
A procura por cursos também revela tendências do mercado de trabalho e das políticas educacionais.
Há forte presença de graduações ligadas à formação de professores nas instituições públicas, enquanto a rede privada concentra cursos com maior demanda profissional imediata.
No ensino a distância, áreas ligadas à educação, saúde e gestão mantêm alta procura. Já no modelo presencial, cursos tradicionais seguem entre os mais buscados.
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