

Wellington Lima e Silva diz que versão do Senado não seria votada na Câmara e que Executivo optou por “melhorar o que era possível”
O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira que o governo federal apoiou a versão do Projeto de Lei Antifacção relatada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) por não ter alternativa viável na Câmara dos Deputados.
Segundo o ministro, o texto aprovado anteriormente pelo Senado não teria espaço para votação na Casa.
“Embora reconhecêssemos e tivéssemos grande afinidade com o texto do Senado, nós não tínhamos possibilidade de nos manifestar sobre ele porque esse texto não seria votado”, declarou.
Diante do cenário, Lima e Silva afirmou que o governo optou por negociar mudanças na proposta.
“Só existiram duas posturas possíveis: ou cruzarmos os braços e deixarmos que aquela versão tramitasse ou buscássemos melhorar aquela versão.”
Divisão interna no governo
A votação do projeto gerou divergências dentro do próprio Executivo. O ministro da Justiça defendeu a negociação com a versão apresentada por Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas.
Já a Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Gleisi Hoffmann, além da bancada do PT na Câmara, manifestou resistência ao texto.
Segundo Lima e Silva, o governo apresentou 23 sugestões de alteração organizadas em cinco eixos temáticos. Dessas, 12 foram incorporadas à versão final aprovada pelos deputados.
Taxação de bets ficou de fora
O ministro lamentou a retirada, por meio de destaque, do trecho que previa a taxação de apostas esportivas (bets) como forma de financiamento das ações de combate ao crime organizado.
Ele afirmou, porém, que espera retomar o debate sobre fontes de financiamento durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, prevista para ser discutida na próxima semana.
“Temos certeza de que o Congresso brasileiro terá a oportunidade de viabilizar, no debate da PEC, proposições estruturantes para a financiabilidade da segurança pública.”
Lima e Silva acrescentou que a taxação das bets pode ser adotada de forma isolada ou combinada com outros mecanismos de arrecadação destinados ao fortalecimento das políticas de segurança.
O PL Antifacção é considerado estratégico pelo governo para ampliar instrumentos de enfrentamento ao crime organizado, mas sua tramitação expôs tensões políticas tanto no Congresso quanto dentro da base governista.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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