Conselho de Ética da Alesp instaura processos que podem resultar na cassação de Lucas Bove

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O Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deu andamento, nesta terça-feira (24), a dois processos disciplinares contra o deputado estadual Lucas Bove (PL). As representações, aprovadas pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, podem culminar na perda do mandato.

As denúncias envolvem acusações de violência política de gênero, racismo e quebra de decoro parlamentar.

Duas representações avançam

O primeiro processo foi apresentado pela deputada Ediane Maria (PSOL) e também cita o deputado Tenente Coimbra (PL). A relatoria ficou sob responsabilidade de Eduardo Nóbrega (Podemos).

A segunda representação foi protocolada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), do Movimento Pretas. Neste caso, o relator designado é Emídio de Souza (PT).

Com a admissibilidade aprovada, os processos seguem agora para instrução, elaboração de parecer e posterior votação em plenário etapa que pode decidir pela cassação ou arquivamento.

Pedido arquivado e outras investigações

Um terceiro pedido, apresentado pela deputada Paula Nunes (PSOL), da Bancada Feminista, foi arquivado pelo colegiado.

Além dos processos internos na Alesp, Bove também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposta violência política de gênero, com base nas denúncias das parlamentares.

O deputado ainda responde como réu no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por agressão contra a ex-esposa, Cíntia Chagas. Há também outras representações relacionadas ao caso no Conselho de Ética, mas a análise desses pedidos ainda não foi concluída. Segundo o presidente do colegiado, Delegado Olim (PP), o tema deve ser apreciado ainda neste semestre.

Discussão no plenário motivou denúncias

As representações têm como pano de fundo um episódio ocorrido em setembro do ano passado, durante sessão no plenário da Alesp. Na ocasião, houve um bate-boca entre parlamentares, e Bove elevou o tom ao se dirigir a deputadas da oposição.

Durante a discussão, o deputado afirmou: “Me chama de agressor, me chama de corrupto, porra!”, em meio ao confronto verbal.

Na mesma sessão do Conselho de Ética desta terça-feira, foram arquivados pedidos de cassação contra Paula Nunes e Mônica Seixas.

Defesa fala em perseguição política

Em nota, Lucas Bove afirmou que foi denunciado por causa de uma “discussão acalorada e corriqueira no ambiente político”, negando qualquer prática de violência.

O parlamentar também classificou a decisão do Conselho como estratégica e política, alegando que não houve julgamento de mérito, apenas admissibilidade das denúncias. Segundo ele, o caso teria sido colocado em pauta no início do ano eleitoral com motivação partidária.

Bove ainda criticou o arquivamento das representações contra as deputadas do PSOL, afirmando haver “dois pesos e duas medidas” no tratamento dado aos parlamentares.

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