

Política pública no Brasil, modelo humanizado reduz tempo de internação e favorece desenvolvimento neonatal
Reconhecido pelo Ministério da Saúde como política pública estratégica para o cuidado de recém-nascidos prematuros e de baixo peso, o Método Canguru tem se consolidado como uma abordagem que alia assistência clínica, apoio emocional e participação ativa da família no tratamento.
No Brasil, cerca de 11% dos nascimentos ocorrem antes das 37 semanas de gestação o equivalente a aproximadamente 340 mil bebês por ano. Para esse público, o modelo representa uma mudança de paradigma ao colocar o recém-nascido e seus familiares no centro da atenção.
O que é o Método Canguru
O Método Canguru é um modelo de atenção perinatal contínua baseado no contato pele a pele entre o bebê e o responsável, geralmente a mãe ou outro cuidador. A prática promove estabilidade térmica, melhora parâmetros fisiológicos e fortalece o vínculo afetivo.
Segundo especialistas do CEJAM Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, trata-se de uma filosofia de cuidado que integra dimensões clínicas, sociais e emocionais.
No país, o método é estruturado em três etapas:
- Fase hospitalar inicial Identificação de gestantes de risco no pré-natal, estabilização clínica do recém-nascido e início precoce do contato pele a pele.
- Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru Permanência contínua do bebê junto à família, com estímulo ao aleitamento e fortalecimento do vínculo.
- Acompanhamento pós-alta Monitoramento ambulatorial até que o bebê atinja aproximadamente 2,5 kg ou 40 semanas de idade gestacional corrigida.
Benefícios comprovados
Entre os principais benefícios apontados por especialistas estão:
- Maior estabilidade fisiológica
- Ganho de peso mais rápido
- Redução do tempo de internação
- Menor risco de infecções hospitalares
- Estímulo à amamentação
- Desenvolvimento neurocomportamental mais adequado
O contato pele a pele reduz o estresse do recém-nascido e favorece a regulação térmica e respiratória, especialmente em prematuros.
Aplicação no Hospital Geral de Itapevi
No Hospital Geral de Itapevi, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo gerenciada pelo CEJAM, o método vem sendo incorporado à rotina assistencial com foco na humanização do atendimento.
Entre as ações adotadas estão melhorias no ambiente das unidades neonatais, adequação de mobiliário, revisão de protocolos relacionados ao manejo da dor e ampliação da permanência das famílias junto aos bebês.
O acompanhamento não se encerra na alta hospitalar. O modelo prevê seguimento ambulatorial e articulação com a atenção básica, garantindo suporte à amamentação, monitoramento do desenvolvimento e intervenções precoces quando necessário.
Sobre o CEJAM
Fundado em 1991, o CEJAM atua em parceria com o poder público na gestão de serviços e programas de saúde em diversos municípios paulistas e no Rio de Janeiro. A instituição integra o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS) e é reconhecida pelo apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, a organização conquistou a certificação Great Place to Work e, em 2026, lança a campanha institucional “Respeito à vida, respeito ao planeta”, reforçando seu compromisso com a promoção e assistência à saúde.
O Método Canguru, segundo especialistas, reforça que o cuidado neonatal vai além da tecnologia hospitalar: envolve acolhimento, presença e fortalecimento do vínculo familiar desde os primeiros dias de vida.
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