

Reportagem revela mensagens com oferta de versões não autorizadas de tirzepatida; entidades e empresas se manifestam
Laboratórios e farmácias de manipulação estariam promovendo a venda irregular de medicamentos injetáveis para emagrecimento, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, segundo apuração exibida pelo Jornal Nacional. A prática ocorre após alerta recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o uso indiscriminado desses produtos.
De acordo com a reportagem, mensagens enviadas por 13 empresas foram encaminhadas a médicos de diferentes especialidades oferecendo medicamentos com princípios ativos associados à perda de peso, incluindo versões manipuladas de tirzepatida.
Patente e restrição regulatória
A tirzepatida é o princípio ativo do medicamento Mounjaro, fabricado pela farmacêutica Eli Lilly. A patente pertence à fabricante e não há medicamentos genéricos autorizados com o mesmo princípio ativo no Brasil.
A manipulação de medicamentos é permitida apenas sob prescrição médica individualizada e em conformidade com as normas sanitárias, especialmente a RDC nº 67/2007 da Anvisa.
O que dizem as empresas
Em nota, a Anfarmag afirmou que representa farmácias de manipulação e que a produção magistral é individualizada, feita exclusivamente sob prescrição médica para pacientes específicos, seguindo boas práticas sanitárias.
A empresa M7 Group declarou que atua apenas como representante comercial de laboratórios e que não fabrica medicamentos nem concede incentivos vinculados à prescrição médica.
A UNIKKA Pharma informou que atua como farmácia de manipulação especializada em injetáveis estéreis, sob fiscalização sanitária, e que produz medicamentos apenas mediante prescrição individualizada. A empresa afirmou não compactuar com práticas comerciais irregulares.
A Queen Pharma Aesthetic declarou que não fabrica, distribui ou comercializa tirzepatida e que sua linha de produção é restrita a produtos injetáveis estéreis para a área estética.
A Biometil afirmou que realiza apenas manipulações individualizadas mediante prescrição médica e que não oferece incentivos a prescritores.
Até a publicação da reportagem, as empresas Neuvye, Nexahealth, Cosmopharma, Método Goslim, IBS Tizerpatida, Higia Farmacêutica, Octalab, Clissan e Fiale Laboratório não haviam respondido aos questionamentos.
Risco e fiscalização
A Anvisa já havia alertado no início de fevereiro sobre o uso descontrolado de medicamentos injetáveis para emagrecimento. A agência reforça que produtos manipulados devem seguir rigorosamente critérios técnicos, controle de qualidade e rastreabilidade.
Especialistas destacam que a comercialização de versões não autorizadas pode representar risco sanitário, sobretudo quando ocorre fora das condições previstas em norma.
A situação segue sob monitoramento das autoridades sanitárias.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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