
A Beata Albertina Berkenbrock ocupa um lugar singular na história da Igreja como exemplo de fé vivida com simplicidade, retidão e coragem. Ouso a dizer que é uma das grandes santas mulheres do nosso tempo. Nascida em 11 de abril de 1919, em Imaruí, Santa Catarina, foi educada em um lar cristão, onde aprendeu desde cedo o amor a Deus, a devoção a
Nossa Senhora e o respeito profundo pelos ensinamentos da Igreja.
Mesmo em sua juventude, Albertina revelou uma consciência moral firme e um sincero desejo de viver segundo o Evangelho. Sua vida cotidiana era marcada pela oração, pela participação na Santa Missa e por um espírito dócil e obediente. Em meio às provações que enfrentou, permaneceu fiel aos valores cristãos, oferecendo à Igreja um testemunho que mais tarde seria reconhecido como verdadeiro martírio. Albertina comove a todos que se aproximam da verdade da sua vida. É a criança com alma de doutora da igreja. No silêncio de seu martírio da-nos consciência da verdadeira santidade. Não há fórmulas e guetos a serem seguidos, existe apenas, o reflexo da verdadeira igreja que não cansa e não se cansa de suscitar a autêntica santidade.
A tradição católica sempre venerou aqueles que, sustentados pela graça, preferiram perder a própria vida a renegar sua fé e sua dignidade. Santo Agostinho ensina:
“O martírio não faz o santo, mas revela o santo.”
Na Beata Albertina, a Igreja reconhece essa revelação silenciosa da santidade: uma fidelidade que não nasce da força humana, mas da confiança total em Deus.
São João Paulo II, grande defensor da dignidade humana e da vocação à santidade dos jovens, afirmava:
“A verdadeira liberdade consiste em doar-se no amor e na verdade.”
Albertina viveu essa liberdade cristã em sua plenitude, tornando-se sinal luminoso de que a santidade é possível em todas as idades e condições de vida.
Beatificada em 20 de outubro de 2007 pelo Papa Bento XVI, a Beata Albertina Berkenbrock permanece como modelo de pureza de coração, coragem moral e fidelidade à lei de Deus. Seu testemunho convida os fiéis, especialmente os jovens, a viverem com firmeza a fé católica, lembrando que, como ensinou São Paulo, “nada pode nos separar do amor de Cristo” (Rm 8,39).