A Justiça de Mairiporã, na Grande São Paulo, decidiu levar a júri popular 20 torcedores do Palmeiras acusados de emboscar integrantes da Máfia Azul, do Cruzeiro, na Rodovia Fernão Dias.
O ataque ocorreu em 27 de outubro de 2024 e resultou na morte de um cruzeirense e em 17 feridos. Ainda não há data para a realização do júri.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os palmeirenses da torcida organizada Mancha Verde usaram pedaços de pau, pedras, barras de ferro e rojões durante a emboscada.
A ação, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), envolveu mais de 100 integrantes das duas torcidas.
A denúncia aponta que o ataque foi motivado por vingança. Em 2022, outro torcedor do Cruzeiro foi morto e vários ficaram feridos em confronto anterior entre os grupos.
Na emboscada de 2024, a vítima fatal foi o motoboy José Victor Miranda, de 30 anos, morador de Sete Lagoas (MG).
Saiba quem é o cruzeirense morto em confronto com a Mancha Verde
Em junho deste ano, a Justiça de São Paulo condenou a torcida organizada a pagar R$ 1 milhão em indenização por danos morais ao pai da vítima.
Julgamento
O júri popular é formado por sete pessoas aleatórias e consideradas idôneas da sociedade. Segundo a nossa Constituição, os crimes dolosos contra a vida devem ser julgados pelo tribunal do júri.
Dos 20 acusados, 16 estão presos e quatro permanecem foragidos. A Justiça acolheu integralmente a denúncia do MPSP. Ainda não há data definida para o júri popular.
Na denúncia, aceita integralmente pela Justiça, os promotores de Justiça entenderam que os palmeirenses assumiram o risco do resultado homicida, por motivo torpe e com emprego de meio cruel e de meio que possa resultar perigo comum.