O seminário pretendeu destacar a conscientização da sociedade civil e dos profissionais de saúde na mobilização pela equidade racial. Na ocasião, foi abordada de maneira enfática a necessidade do preenchimento do campo raça/cor nos sistemas de informação utilizados pela rede municipal. A palestrante Franci de Oliveira Barros, coordenadora do Programa de Saúde da População Negra, solicitou aos profissionais: Preencham o campo Raça/Cor com muito carinho, isso irá fazer toda a diferença!, enfatizou. Enquanto a gerente de Vigilância em Saúde, Daniela Bastos, ratificou que a melhoria desses números deverá contribuir com a elaboração de políticas públicas para essa referida população.
A secretária de Atenção Básica de Saúde, Simone Sales, ressaltou que o seminário foi pensado para ampliar reflexões, promover escuta qualificada e fortalecer o compromisso com o cuidado integral, respeitoso e equitativo. Reconhecemos que as desigualdades em saúde não são apenas numéricas, elas têm cor, gênero e território. E quando falamos da mulher negra, falamos de uma trajetória marcada por muitas camadas: sociais, econômicas, raciais e emocionais, que se entrelaçam e que precisam ser compreendidas à luz da interseccionalidade, disse.
A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é uma iniciativa do Ministério da Saúde do Brasil, instituída em 2009, com o objetivo de promover a equidade no acesso à saúde e combater as desigualdades raciais enfrentadas pela população negra. A PNSIPN reconhece o racismo como um determinante social da saúde e busca garantir que a população negra tenha acesso a serviços de saúde de qualidade, com ações de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças, considerando as especificidades e necessidades desse grupo populacional.